A amante mais fiel

Talvez ninguém entenda essa história.
Porque quando as pessoas ouvem a palavra amante, já imaginam mil coisas.
Julgam.
Apontam.
Criam histórias.
Mas ninguém vê o que existe por trás de uma mulher que ama alguém que nunca pôde ser dela.
Eu fui a amante que mais amou.
A que se entregou de verdade.
A que sentiu tudo intensamente.
A canceriana que ama com profundidade, que não sabe viver nada pela metade.
Quando eu amei, eu amei inteiro.
Mesmo sabendo que eu nunca seria prioridade.
Mesmo sabendo que existia outra vida, outra história, outra mulher.
Ainda assim eu fiquei.
E talvez o mais estranho dessa história seja isso:
Eu fui a amante mais fiel.
Fiel ao que eu sentia.
Fiel ao respeito que sempre tive por você.
Fiel aos limites que nunca ultrapassei.
Eu nunca quis destruir nada na sua vida.
Nunca quis te expor.
Nunca quis te prejudicar.
Eu só quis amar você.
Mas amar você significou muitas vezes receber apenas frieza.
Receber grosserias.
Palavras duras.
Indiferença.
E mesmo assim eu fiquei.
Fiquei porque o que eu sentia era verdadeiro.
Eu fui a amante que mais amou…
mesmo nunca sendo amada da mesma forma.
Mesmo nunca sendo realmente desejada como eu desejava você.
E às vezes isso me faz pensar em uma pergunta que nunca encontro resposta:
Se para você eu era um nada…
por que você me quis na sua vida?
Por que escolheu ter como amante justamente alguém que sentia tanto?
Alguém que amava tanto.
Talvez eu nunca entenda isso.
Talvez você nunca entenda o tamanho do que eu senti.
Mas uma coisa eu sei.
Mesmo com toda a dor, com toda a indiferença, com todas as grosserias…
eu fui verdadeira.
Eu fui intensa.
Eu fui amor.
Eu fui a amante que mais amou. 💔

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