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Sobre amar

Eu amei você de um jeito que não dá pra explicar!  Não foi um amor leve, nem simples… foi daqueles que atravessam a alma, que marcam, que ensinam e também machucam. No meio de tudo isso, entre saudade, silêncio e incertezas, eu aprendi algo que talvez seja a parte mais difícil: amar e deixar ir. Dói saber que não terei mensagens sabendo que mesmo enviando não tenho respostas, sem garantias, sem saber o que vem depois. E é aí que entra a fé. Porque a vida nem sempre segue o que a gente planeja. As tribulações chegam, as dúvidas aumentam, e muitas vezes parece que Deus está em silêncio… que Ele não está ouvindo, que não está vendo. Mas mesmo assim, Ele está provendo. Mesmo no invisível. Mesmo quando o coração aperta. Hoje eu entendo que confiar em Deus não é sobre ter tudo resolvido… é sobre continuar acreditando, mesmo quando nada faz sentido. Que possamos confiar no Senhor quando as tribulações e dificuldades chegarem, pois Deus provê, mesmo quando achamos que Ele não nos escuta. E...

A oração mais difícil

Ontem eu chorei como nunca. Chorei como se o coração estivesse sendo arrancado devagar. Não foi um choro bonito, daqueles de filme. Foi um choro pesado, em que a respiração falha e o peito parece não aguentar mais. Eu me senti como a Jennifer Aniston naquelas dores silenciosas que todo mundo vê, mas que ninguém realmente consegue sentir por dentro. Porque amar alguém assim dói. E no meio das lágrimas eu percebi algo que partiu ainda mais o meu coração: o meu amor virou um monólogo. É como uma ligação em que só eu falo. Eu ligo, eu explico, eu sinto, eu espero… e do outro lado só existe silêncio. Amor deveria ser conversa. Troca. Duas vozes que se encontram. Mas quando só uma pessoa insiste em manter a linha viva, o que era amor começa a virar eco. Então ontem eu fiz a oração mais difícil da minha vida. Eu pedi a Deus para arrancar esse amor de mim. Não porque amar seja errado. Mas porque amar alguém que não fica, que não escolhe você… é um tipo de dor que vai esgotando a alma aos pouco...

Marcado em mim

Marquei na minha pele uma história. Não foi apenas uma tatuagem. Foi um pedaço da minha vida eternizado. No centro dela existe um batimento cardíaco. Um traço simples, mas que carrega muito significado. É o símbolo de um coração que sentiu demais. Que amou demais. Que viveu algo que deixou marcas profundas. Ao redor desse batimento existem duas constelações. A minha constelação. O meu signo. E a constelação do signo dele. Como se duas estrelas tivessem se encontrado no mesmo céu por um tempo. Como se o universo tivesse cruzado dois caminhos que, de alguma forma, estavam destinados a se encontrar… E no meio desse batimento estão as iniciais FG. Existiu uma história ali. Existiu um sentimento. Existiu uma mulher que amou. Mesmo que só foi pra mim... A história de que amou e não foi amada Que só recebeu rejeição Que só foi tratada como lixo Que nem foi desejada e que se pergunta o por que já que não sentia nada, nem amor, nem desejo, nada ele não sentia nada... Que amou intensamente. Que ...

Os porquês que nunca tiveram resposta

Às vezes eu me pego tentando entender. Tentando juntar pedaços de lembranças, conversas e atitudes para encontrar alguma lógica em tudo o que aconteceu entre nós. Mas sempre volto para a mesma pergunta: Por quê? Por que você se envolveu comigo? Se muitas vezes você me tratava com frieza. Com grosseria. Como se eu fosse um incômodo na sua vida. Por que me deixou entrar na sua história se, no fundo, parecia que eu não tinha lugar nenhum nela? Eu tento entender. Será que foi curiosidade? Será que foi desejo momentâneo? Será que foi apenas a facilidade de ter alguém ali? Ou será que, em algum momento, você também sentiu algo… mas preferiu esconder atrás da frieza? Porque é difícil aceitar que alguém se aproxima, se envolve, divide momentos íntimos… e ainda assim consegue tratar o outro como se fosse nada. Eu não consigo entender. Não consigo entender por que alguém escolheria ter ao lado justamente uma pessoa que demonstrava tanto sentimento… se a intenção era tratar com indiferença. Porqu...

A amante mais fiel

Talvez ninguém entenda essa história. Porque quando as pessoas ouvem a palavra amante, já imaginam mil coisas. Julgam. Apontam. Criam histórias. Mas ninguém vê o que existe por trás de uma mulher que ama alguém que nunca pôde ser dela. Eu fui a amante que mais amou. A que se entregou de verdade. A que sentiu tudo intensamente. A canceriana que ama com profundidade, que não sabe viver nada pela metade. Quando eu amei, eu amei inteiro. Mesmo sabendo que eu nunca seria prioridade. Mesmo sabendo que existia outra vida, outra história, outra mulher. Ainda assim eu fiquei. E talvez o mais estranho dessa história seja isso: Eu fui a amante mais fiel. Fiel ao que eu sentia. Fiel ao respeito que sempre tive por você. Fiel aos limites que nunca ultrapassei. Eu nunca quis destruir nada na sua vida. Nunca quis te expor. Nunca quis te prejudicar. Eu só quis amar você. Mas amar você significou muitas vezes receber apenas frieza. Receber grosserias. Palavras duras. Indiferença. E mesmo assim eu fique...

Será que você realmente é assim?

Às vezes eu me pergunto se você realmente é assim… ou se comigo você simplesmente escolheu ser. Porque, olhando para tudo que aconteceu, o que mais ficou marcado não foi apenas o fim. Foi a forma como você sempre falou comigo. A forma dura. Grosseira. Fria. Como se meus sentimentos fossem exagero. Como se o que eu sentia fosse um problema que precisava ser silenciado. Faltou empatia. Faltou aquela capacidade simples de olhar para o outro e perceber que existe um coração ali, que existe alguém que sente, que se machuca, que se importa. Faltou responsabilidade afetiva. Porque responsabilidade afetiva não é prometer amor. Não é prometer futuro. Responsabilidade afetiva é entender que, quando você se envolve com alguém, existe um impacto. Existe um vínculo. Existe alguém que pode se ferir com as suas palavras e com a forma como você age. E muitas vezes parecia que isso não importava para você. Você falava comigo com grosseria. Como se eu estivesse te incomodando por sentir algo. Como se de...

Existe empatia dentro de você ?

Existe empatia dentro de você? Às vezes eu fico pensando como é a sua vida. Se em algum momento, no meio de tudo isso, eu passo pela sua mente. Ou se tudo isso simplesmente desapareceu para você como se nunca tivesse existido. Porque para mim existiu. E ainda existe dentro de mim, mesmo que doa admitir. Às vezes eu me pergunto se algum dia você vai olhar para trás e pensar: “Essa mulher me amou de verdade.” Porque eu amei. Mesmo sabendo que você tinha outra vida. Mesmo sabendo que eu nunca seria prioridade. Mesmo sabendo que o meu lugar sempre seria pequeno na sua história. Ainda assim eu fiquei. Fiquei mesmo quando você foi frio. Fiquei mesmo quando suas palavras machucavam. Fiquei mesmo quando parecia que eu estava lutando sozinha por algo que só existia dentro de mim. E o que mais dói não é só o fim. É a forma como tudo terminou. É sentir que aquilo que para mim foi tão intenso, para você talvez não tenha sido nada. Às vezes eu me pergunto se dentro de você existe um homem empático....