Os porquês que nunca tiveram resposta


Às vezes eu me pego tentando entender.
Tentando juntar pedaços de lembranças, conversas e atitudes para encontrar alguma lógica em tudo o que aconteceu entre nós.
Mas sempre volto para a mesma pergunta:
Por quê?
Por que você se envolveu comigo?
Se muitas vezes você me tratava com frieza.
Com grosseria.
Como se eu fosse um incômodo na sua vida.
Por que me deixou entrar na sua história se, no fundo, parecia que eu não tinha lugar nenhum nela?
Eu tento entender.
Será que foi curiosidade?
Será que foi desejo momentâneo?
Será que foi apenas a facilidade de ter alguém ali?
Ou será que, em algum momento, você também sentiu algo… mas preferiu esconder atrás da frieza?
Porque é difícil aceitar que alguém se aproxima, se envolve, divide momentos íntimos…
e ainda assim consegue tratar o outro como se fosse nada.
Eu não consigo entender.
Não consigo entender por que alguém escolheria ter ao lado justamente uma pessoa que demonstrava tanto sentimento…
se a intenção era tratar com indiferença.
Porque indiferença machuca.
A grosseria machuca.
A falta de empatia machuca.
E talvez o que mais dói seja exatamente isso:
não encontrar respostas.
Ficar com perguntas que nunca foram respondidas.
Perguntas que ficam ecoando na cabeça, tentando encontrar algum sentido em algo que talvez nunca tenha tido.
Por que você se envolveu comigo?
Por que me deixou sentir tanto?
Por que me permitiu entrar na sua vida…
se muitas vezes me tratava como se eu fosse apenas algo descartável?
Talvez essas perguntas nunca tenham resposta.
Talvez algumas pessoas simplesmente entram na nossa vida sem a mesma profundidade com que nós entramos na delas.
Mas mesmo sem respostas, uma coisa eu sei.
O que eu senti foi verdadeiro.
E às vezes quem ama de verdade acaba ficando justamente com aquilo que mais pesa:
os porquês que nunca foram respondidos. 💔

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